Para apurar o valor mediano de avaliação bancária na habitação, foram consideradas 35.552 avaliações (22.139 apartamentos e 13.413 moradias).
As avaliações bancárias das casas em Portugal continuam a renovar máximos históricos, numa trajetória de subida consistente ao longo dos últimos anos. Segundo dados divulgados esta sexta-feira, 26 de junho de 2026, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor mediano da avaliação bancária fixou-se, em maio, nos 2.208 euros por metro quadrado (m2), mais 34 euros do que em abril e 17,1% acima do registado em período homólogo.
Este é um elemento decisivo para quem recorre ao crédito habitação, já que é deste valor que depende, em grande medida, o montante que os bancos estão dispostos a financiar. “O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi 2.208 euros por m2 em maio, mais 34 euros que o observado no mês precedente. Em termos homólogos, a taxa de variação fixou-se em 17,1% (16,5% no mês anterior)”, indica o INE.
No caso dos apartamentos, o valor mediano de avaliação bancária subiu para 2.580 euros por m2, mais 19,7% do que em maio de 2025. A Grande Lisboa mantém-se como a região mais cara, com 3.378 euros/m2 seguida do Algarve, com 2.945 euros/m2. No extremo oposto continuam o Alentejo (1.584 euros/m2) e o Centro (1.686 euros/m2). Já o Oeste e Vale do Tejo registou o maior aumento homólogo, com uma subida de 26,3%.
A maioria dos apartamentos avaliados pela banca para conceder crédito habitação são T1, T2 e T3, representando 92,2% das avaliações neste período em análise. Todas as tipologias saíram valorizadas no último mês:
- Apartamentos T1: valor mediano subiu 40 euros, para 3.279 euros/m2;
- Apartamentos T2: valor cresceu 26 euros, para 2.641 euros/m2;
- Apartamentos T3: valor aumentou 30 euros, para 2.229 euros/m2
Banca avalia moradias em mais 13,4%
Nas moradias, a avaliação mediana fixou-se nos 1.581 euros por m2, o que representa um aumento de 13,4% face ao mesmo mês do ano passado. A Grande Lisboa (2.874 euros/m2) e o Algarve (2.786 euros/m2) continuam a apresentar os valores mais elevados, enquanto os Açores e o Oeste e Vale do Tejo lideraram a valorização anual, ambos com um crescimento de 18,6%.
O retrato regional mantém-se praticamente inalterado. A Grande Lisboa, o Algarve e a Península de Setúbal continuam a registar avaliações muito acima da mediana nacional – 50,4%, 31,6% e 23,3%, respetivamente. Em contraste, as regiões do interior, da Beira Baixa a Trás-os-Montes, permanecem mais de 50% abaixo desse valor de referência.
As moradias T2, T3 e T4 representaram 88,3% das avaliações realizadas no período em análise, com todas as tipologias a valorizar em termos mensais:
- Moradias T2: valor mediano subiu 34 euros, para 1.576 euros/m2;
- Moradias T3: valor subiu 4 euros, para 1.531 euros/m2;
- Moradias T4: mediana cresceu 18 euros, para 1.672 euros/m2.